26 de janeiro de 2009

Apoio ao cliente, parte I

Mais uma bela sessão de apoio ao cliente daquela empresa que, outrora, me perguntou depois de não me ter resolvido o problema: "Há mais alguma coisa em que lhe possamos ser úteis?"

Sim, há... Tmn, fezeis o obséquio de me ajudar a provar à Tmn que eu comprei um telemóvel bloqueado à Tmn, num revendedor autorizado pela Tmn mas que a dita Tmn, na sua loja de apoio ao cliente, não tem meios de verificar que a Tmn sabe que eu tenho um telemóvel (avariado) Tmn, que me dava jeito ver reparado pela Tmn.. mas que não tenho o carimbo?

Agradecido, até já...


(Em homenagem aos clientes que gostavam que um serviço dito de "apoio", o fosse... de facto!)

And.. the Giggle Loop

The National - Part N

25 de janeiro de 2009

Razão de Nélson, Part III - O Sonho

A grande proeza de Obama foi, talvez, ter aparecido com uma mensagem tocante para as aspirações e crenças das pessoas, num momento crítico..  cheio de conteúdo e de verdade...! a malta acredita nele, não apenas pelas palavras que profere...  mas pelos ideais e testemunho de vida que elas reflectem...

Ontem, no Bairro Alto, o mano Nélson fez mais uma aparição... e tal como o seu counterpart americano, no que diz respeito à inspiração no discurso... cativou...

Cativou pelo humor, cativou pela verdade, mas acima de tudo.. cativou porque, apesar da vida tramada que tem.. das expiriências que viveu.. do dia-a-dia de luta.. consegue transmitir uma mensagem de Paz.. de Alegria.. de Amor!

Opah, e como ficar indiferente a um relato destes:
- "(...) ya mano.. tava eu a ter um daqueles sonhos... bué reais, tás a veR?! daqueles que parece mesmo que te está a acontecer aquela cena.. e tava lá o Paulo Bento e o bófia que eu mais odeio lá do meu bairro.. dentro do Talho...! (...) e eu e os meus brothers cá fora a fumar umas brocas... (...) e vem de lá o Paulo Bento e dá-me um murro no olho, tás a ver? (...)

Ou a um:
(Para o Apm depois de um... "eia manoooo...." - Abraço): "(...) porque eu só te estou a abraçar porque curto bué do teu perfume, mano... (...)"

African Immigration...



22 de janeiro de 2009

Declaração de intenções

Tenho que fazer um post sobre o Obama (outro?!).. sem tensões...

21 de janeiro de 2009

Demorou 3 meses...

É verdade ! Depois de ter ouvido tanta vez, como resposta ao "estou a trabalhar na Brisa", um desinteressado: "Então olha lá.. como é que a malta faz para não pagar portagens?".. aconteceu!

Sim, hoje a Brisa deu-me uma borla e não paguei portagem (viva o MB avariado e uma portageira simpática).. 30 cents pelo meu esforço e dedicação...

Hmm, será que este bónus ainda vai acabar por sair do bolso da rapariga? Fake empire...

15 de janeiro de 2009

"O Amor é fodido!" by MEC

"O amor é fodido. Hei-de acreditar sempre nisto. Onde quer que haja amor, ele acabará, mais tarde ou mais cedo, por ser fodido."




ELOGIO AO AMOR
Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.
Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra.
O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e
da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra.
A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.

MEC in Expresso

A isto, meus caros... eu chamo perícia

13 de janeiro de 2009

CHOCOLATE QUENTE

Um grupo de jovens licenciados, todos bem sucedidos nas carreiras, decidiu fazer uma visita a um velho professor, agora reformado.
Durante a visita, a conversa dos jovens alongou-se em lamentos sobre o imenso stress que tinha tomado conta das suas vidas e do seu trabalho. O professor não fez qualquer comentário sobre isso e perguntou se gostariam de tomar uma chávena de chocolate quente. Todos se mostraram interessados e o professor dirigiu-se à cozinha, de onde regressou vários minutos depois com uma grande chaleira e uma grande quantidade de chávenas, todas diferentes – de fina porcelana e de rústico barro, de simples vidro e de cristal, umas com aspecto vulgar e outras caríssimas. Apenas disse aos jovens para se servirem à vontade. Quando já todos tinham uma chávena de chocolate quente na mão, disse-lhes:
– Reparem como todos procuraram escolher as chávenas mais bonitas e dispendiosas, deixando ficar as mais vulgares e baratas... Embora seja normal que cada um pretenda para si o melhor, é isso a origem dos vossos problemas e stress. A chávena por onde estais a beber não acrescenta nada à qualidade do chocolate quente. Na maioria dos casos é apenas uma chávena mais requintada e algumas nem deixam ver o que estais a beber. O que vós realmente queríeis era o chocolate quente, não a chávena; mas fostes conscientemente para as chávenas melhores...
Enquanto todos confirmavam, mais ou menos embaraçados, a observação do professor, este continuou:
– Considerai agora o seguinte: a vida é o chocolate quente; o dinheiro e a posição social são as chávenas. Estas são apenas meios de conter e servir a vida. A chávena que cada um possui não define nem altera a qualidade da vossa vida. Por vezes, ao concentrarmo-nos apenas na chávena acabamos por nem apreciar o chocolate quente que Deus nos ofereceu. As pessoas mais felizes nem sempre têm o melhor de tudo, apenas sabem aproveitar ao máximo tudo o que têm. Vivei com simplicidade. Amai generosamente. Ajudai-vos uns aos outros com empenho. Falai com gentileza…
… e apreciai o vosso chocolate quente.
(autor desc.)

4 de janeiro de 2009

Way of life

"Tact is the knack of making a point without making an enemy."

Isaac Newton